quarta-feira, 28 de setembro de 2011

The kings of Lycia

Back to today.
At the loop's midpoint in the rising dust,
Continual drifts of arrowshafts and stones
Lessening their light, the kings of Lycia:
Sarpédon, Gray, Hágnet, Anáxapart,
Silent and sorrowful.

Logue's Homer, All Day Permanent Red: War Music Continued, Faber and Faber, 2003.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Vesúvio Pintor

When word spread to Britain of the sensational discovery of the Roman towns of Pompeii and Herculaneum in the 18th century, "Pompeiian red" became the favoured colour for smart dining-rooms – as it remains today. But, it seems, it may be time to get out the paint chart. According to new research presented to Sapienza University in Rome last week, large swaths of the vivid "Pompeiian red" frescoes in the town actually began life as yellow – and were turned red by the gases emitted from Vesuvius as it erupted in AD 79. Experts have long realised that some of the characteristic vivid reds of the frescoes in Pompeii and Herculaneum were originally yellow. But a new study, conducted by Italy's National Institute of Optics, suggests the sheer extent of the colour change. Sergio Omarini, who presented the institute's findings, said: "At the moment, there are 246 walls perceived as red, and 57 as yellow. But based on the new research, the numbers must have been, respectively, 165 and 138".

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Definitivamente, romanos e gregos tinham algum problema com as cores.

Cervantes: "Esses bandidos!" Platão: "Pois."



Roque Guinart, [o líder dos salteadores], mandando pôr os seus homens em fila, mandou trazer ali todos os trajos, jóias e dinheiro e o restante que desde a última partilha entre eles tinham roubado; e fazendo rapidamente a avaliação, guardando o que não podia repartir-se e substituindo-o por dinheiro, repartiu-o por todo o seu bando, com tanta legalidade e prudência, que não falhou nem um pouco nem defraudou nada da justiça distributiva. Feito isto, com o que todos ficaram contentes, satisfeitos e pagos, disse Roque a D. Quixote:
 Se não procedesse assim cuidadosamente, não se poderia viver entre eles.
Ao que disse Sancho:
 Segundo o que vi até aqui, é tão boa a justiça que é necessário usá-la até entre os próprios ladrões.
Ouviu-o um escudeiro [dos bandidos] e levantou bem alto a culatra de um arcabuz, com que, sem dúvida, abriria a cabeça de Sancho, se Roque Guinart não lhe bradasse para se deter. Sancho pasmou-se e resolveu não descoser os lábios enquanto estivesse entre aquela gente.

Miguel de CervantesO Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha. José Bento (trad). Relógio d'Água: 2005


§


— Não dirias que seria injusto para uma Cidade, Trasímaco, tentar submeter injustamente outras cidades e escravizá-las, ou manter muitas delas em sujeição?
 Sem dúvida  respondeu  e isso é o que a Cidade melhor e mais perfeitamente injusta fará com certeza.
 Compreendo, essa era a tua tese. Mas, desta tese, não retenho senão o seguinte: uma Cidade que se assenhoreia de outra, exercerá a sua dominação sem a justiça, ou será forçado a recorrer a ela?
 Se é como há pouco afirmavas que a justiça é sabedoria, terá que fazr uso da justiça. Mas se é como é, como eu disse, fará uso da injustiça.
 Admirável, ó Trasímaco, porque não te limitas a dizer que sim e que não com a cabeça, mas dás excelentes respostas.
 Tento agradar-te.
 É muito simpático da tua parte. Mas satisfaz-me ainda em mais uma coisa: parece-te que uma Cidade, um exército, piratas, ladrões, ou qualquer outro grupo que tentasse algum golpe em comum, poderiam ser bem sucedidos, caso se enganassem uns aos outros?
 É certo que não -- respondeu.
 E se as observassem, não seria melhor?
 É garantido.

PlatãoA República, Livro 1.16, 351a-351d Guimarães, Lisboa: 2005. (trad.: Elísio Gala)

Encontro: Formas de acesso ao saber na Antiguidade Tardia e Alta Idade Média III. Escola e Erudição



Informação roubado ao Tóde Ti.


Encontro Científico Internacional
Faculdade de Letras - Universidade de Lisboa - Sala D. Pedro V

Lisboa, 27 e 28 Outubro 2011

Entrada Livre. Com Pasta e Certificado: 10€

Inscrições no Centro de Estudos Clássicos (centro.classicos@fl.ul.pt,             21 792 00 05      )

PROGRAMA

27 de Outubro de 2011 | 5ª Feira
09h30 ABERTURA

10H00 Carmen Codoñer (Salamanca)
Cuestiones concernientes a glosarios latinos en la España alto-medieval

10H40 Luigi Pirovano (Milano)
“Sicut M. Tullio placet”: scuola tardoantica e scuola medievale nell'opera di Emporio

11H40 David Paniagua (Salamanca)
“Dulcius disciplinam appetere” o cómo endulzar la “geometria” del “quadriuium”: el “commentum” de Ps.-Agenio Úrbico

12H20 Massimo Gioseffi (Milano)
“Introducing Vergilius”: forme di presentazione dell' Eneide in età tardoantica.

PAUSA PARA ALMOÇO

15H00 Marisa Squillante (Napoli)
La voce degli animali tra onomatopea e imitazione

15H40 Lucio Cristante (Trieste)
Il fragmentum Censorini

16H20 Ireneo Filip (Trieste)
Marziano Capella e il compilatore fantasma. (Problemi di fonti artigrafiche nel VI libro De nuptiis)

17H00 Giovanni Polara (Napoli)
Memmio Simmaco e il teatro

28 de Outubro de 2011 | 6ª Feira

10h00 Paulo Farmhouse Alberto (Lisboa)
Versos de Sisebuto en la escuela carolingia

10h40 Veronika von Büren (Paris)
La transmission du De natura rerum d'Isidore de Seville au VIIIe / IXe siècle

11h40 Michael Reeve (Cambridge)
Excerpting Pliny

12h20 Rodrigo Furtado (Lisboa)
La Historia Gothorum de Isidoro de Sevilla en la Alta Edad Media

PAUSA PARA ALMOÇO

15h00 Adelaida Sánz (Salamanca)
Algunas notas sobre la Epistola ad Grimaldum abbatem de Ermenrico de Ellwangen

15h40 Aires Nascimento (Lisboa)
Traços da tradição gramatical tardo-antiga nos primórdios de Alcobaça

16h20 ENCERRAMENTO DO ENCONTRO Arnaldo Espírito Santo (Lisboa).

Manuscritos do Mar Morto Online


Navegar é preciso, viver não é preciso?

Navigare necesse est, vivere non est necesse

A vice-reitora para a cultura e comunicação da UC, Clara Almeida Santos, anunciou que, ao contrário de anos anteriores, a reitoria iria “abdicar de um programador externo” para a Semana Cultural da UC. Este ano será a nova direção do TAGV a fazê-lo “em exclusivo”, afirmou. 


O tema da Semana Cultural da UC para o ano de 2012 será “Navegar é preciso, viver não é preciso?”. O mote é dado a partir de uma citação do general romano Pompeu, também utilizada por Fernando Pessoa. Segundo Clara Almeida Santos, uma das prioridades da semana que decorrerá em março é “não atrair apenas públicos locais mas de outras cidades e quem sabe, internacionais”.



Aqui. Genericamente, e a ver, boas notícias.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Os Outros Gregos, Os Nossos Gregos

José Pacheco Pereira, aqui

Principalmente uma reflexão sobre a democracia, à luz da ideia de que
quase tudo o que se pode pensar, eles pensaram-no primeiro e muitas vezes melhor. É por isso que quem os frequenta, ou quem "vive" com eles (como a grande professora Maria Helena Rocha Pereira disse um dia), quase que não precisa de sair desses séculos de milagre, para poder pensar os atribulados dias de hoje.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Novidades Editoriais Classica Digitalia

(informação recebida pela Origem da Comédia)
O Conselho Editorial dos Classica Digitalia – braço editorial do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da UC – tem o gosto de anunciar dois novos livros. Todos os volumes dos Classica Digitalia são editados em formato tradicional de papel e também na biblioteca digital. O eBook correspondente encontra-se disponível em acesso livre. O preço indicado diz respeito ao volume impresso.

NOVIDADES EDITORIAIS

Colecção “Humanitas Supplementum” (Estudos)
 - Gabriele Cornelli, O pitagorismo como categoria historiográfica (Coimbra, Classica Digitalia/CECH, 2011). 265 p.
Hiperligação: https://bdigital.sib.uc.pt/jspui/handle/123456789/72 
PVP: 30 € / Estudantes: 24 € [capa dura]

Colecção “Autores Gregos e Latinos” ‑ Série Ensaios
- Joaquim Pinheiro, José Ribeiro Ferreira, Nair Castro Soares e Rita Marnoto: Caminhos de Plutarco na Europa (Coimbra, Classica Digitalia/CECH, 2011). 192 p. [2ª edição revista e aumentada]
Hiperligação: https://bdigital.sib.uc.pt/jspui/handle/123456789/13 
PVP: 14 € / Estudantes: 9 €

Anaximenes Rules

Ao ler hoje de manhã os fragmentos de Anaxímenes (ao qual, com os restantes milésios, foi dedicada uma das sessões das Tertúlias Pré-Socráticas) na nova edição de Daniel Graham, descobri o fragmento que abaixo transcrevo. Fui investigar e descobri que o fenómeno aí descrito é, de facto, real, como a foto abaixo comprova (história da imagem aqui). Não sei bem explicar esta sensação que me invade: perceber que um tipo de há 2600 anos atrás, de um tempo em que a ciência estava a dar os seus primeiríssimos passos, acabou de me ensinar algo de novo sobre o mundo, a mim que tive cinco anos de ciências na escola e queria em miúdo ser astrónomo e estudava as estrelas. E vivam os gregos.


Anaximenes says a rainbow is formed when the rays of the sun fall on thick, dense air. Hence the leading edge of it shines crimson, being burned by the rays of the sun itself, part of it dark, where it is overcome by the moisture. And he says rainbows are formed at night, too, by the moon, but not often because the full moon does not appear continuously, and the moon's light is weaker that that of the sun. 

Anaxímenes, Graham Anx33 (= Escólio a Arato 515.27, de Posidónio) 
The Texts of Early Greek Philosophy, Cambridge: 2010 (trad.: Daniel Graham).