Mostrar mensagens com a etiqueta origem. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta origem. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Opera in Fieri 2014 #1

A Origem da Comédia, em associação com o Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos, organiza este ano duas sessões dos Opera in Fieri, uma já esta segunda-feira, outra em Outubro (a publicitar com antecedência). Cinco jovens doutorandos apresentarão partes do trabalho que estão a desenvolver, as quais serão analisadas preliminarmente por cinco outros investigadores, que assim prepararão o debate alargado de cada tema. Edições anterios dos Opera revelaram-se verdadeiros sucessos, com uma participação excepcional do público, que muito enriqueceu os doutorandos que tiveram oportunidade de apresentar o que andam a fazer. Eis o programa das festas, a decorrem no Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos, na Faculdade de Letras de Coimbra:

9:30: Recepção dos participantes e apresentação

10:00: Separando o trigo do joio nos mitos (proto)jurídicos da Oresteia
Proponente: Miguel Régio de Almeida
Comentador: Francisco Oliveira

11:00: pausa para café

11:20: Intratestualità e Intertestualità nei ‘Regum et Imperatorum’
Proponente: Serena Citro
Comentador: Delfim F. Leão

12:20: intervalo para almoço

14:00: Entre palavras e ações: a caracterização de Menelau na Ilíada
Proponente: Félix Jácome Neto
Comentador: Rui Carlos Fonseca

15:00: Autoctonia e pertença à terra na Grécia Clássica
Proponente: Alessandro Eloy Braga
Comentadora: Maria de Fátima Silva

16:00: pausa para café

16:20: Representações de katábasis em Platão
Proponente: Carlos Luciano Coutinho
Comentador: João Loureiro

17:20: Encerramento dos trabalhos

quarta-feira, 9 de abril de 2014

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Concurso de Contos de Inspiração Clássica


A Origem da Comédia promove este ano, pela primeira vez, um concurso de contos de inspiração clássica. Poderão participar alunos de secundário e universitários, em categorias distintas. O prémio é no valor de 250€ e o texto vencedor será publicado no renovado Boletim de Estudos Clássicos. O concurso está aberto de 1 de Março a 31 de Maio e os contos deverão ser enviados para oc_concursoconto@gmail.com.  Abaixo segue o Regulamento, com todos os pormenores. Pedimos a ajuda de todos os nossos leitores na divulgação do concurso e esperamos os vossos textos.

REGULAMENTO
CONCURSO DE CONTO DE INSPIRAÇÃO CLÁSSICA

O concurso de Conto de Inspiração Clássica é uma iniciativa desenvolvida pela Origem da Comédia, uma sub-secção afecta à Associação Portuguesa de Estudos Clássicos, que tem como objectivo fomentar a (re)leitura e a (re)escrita dos fundamentos clássicos da nossa cultura, revelar a presença desses paradigmas na nossa memória e no imaginário contemporâneos, reiterando a actualidade e perenidade deste legado da Antiguidade na Cultura Portuguesa.

1. Âmbito de Aplicação

Artigo 1 Podem concorrer todas as obras inéditas em língua portuguesa e no género literário do conto.
Artigo 2 Numa primeira categoria, poderão participar todos os estudantes universitários até ao 3o ciclo de doutoramento (inclusive), com limite de idade até 35 anos.
Artigo 3 Numa segunda categoria, poderão participar todos os estudantes do ensino secundário. 
Artigo 4 Podem concorrer membros sócios da Origem da Comédia, desde que não sejam elementos pertencentes à Direcção ou ao Secretariado do Concurso. 
Artigo 5 Podem participar estudantes de qualquer nacionalidade, se estiverem inscritos numa instituição portuguesa e desde que escrevam em Língua Portuguesa.

2. Inscrições e entrega dos trabalhos

Artigo 6 A inscrição é gratuita e o período para a submissão do Conto estará aberto de 1 de Março a 31 de Maio de 2014. 
Artigo 7 A inscrição deve ser feita para o Secretariado do Concurso via email (oc_concursoconto@gmail.com), através do envio da proposta juntamente com algumas informações pessoais tais como o nome completo, número de telefone, email pessoal, nome de Escola Secundária ou Universidade com respectivo comprovativo de matrícula e data de nascimento. 
Artigo 8 No caso do Conto vencedor, aquando a inscrição o participante autoriza automaticamente a Organização a publicar e a reproduzir o conteúdo, respeitando-se os direitos de autor.
Artigo 9 Durante o processo de selecção e seriação das propostas, os candidatos poderão solicitar informações junto do secretariado do concurso, não sendo permitido qualquer contacto com os elementos constituintes do júri. O não cumprimento deste critério é factor de desclassificação. 

3. Formato da composição do conto

Artigo 10 Cada participante só pode escrever um conto, que deverá ser inédito, original e em língua portuguesa. Qualquer situação de plágio remeterá à desclassificação.
Artigo 11 A redacção deve ser em Times New Roman, corpo 12, espaçamento 1,5, espaçamento de margens 2,5 em altura e largura, e deve ter até 9 páginas A4. O documento deve ser depois enviado em PDF. 
Artigo 12 O conto deve cumprir, pelo menos, um dos seguintes requisitos: ter como pano de fundo um mito greco-latino, seguir a estética literária de algum autor clássico ou fazer a evocação de alguma personagem ou episódio da Antiguidade.

4. Obras a premiar

Artigo 13 Serão seleccionados dois contos, em cada uma das categorias, com a atribuição dos respectivos prémios.
1º prémio: 250 euros, Livros de temas clássicos, Publicação do Conto no Boletim de Estudos Clássicos.
2ºprémio: Livros de temas clássicos, Publicação do Conto no Boletim de Estudos Clássicos,
Artigo 14 A Direcção informará os vencedores por telefone no final do mês de Julho e a premiação terá lugar no mês de Setembro. 
Artigo 15 Está previsto a não atribuição de prémio se o jurí considerar que nenhum proposta cumpre os critérios de qualidade literária. 

5. Composição do Júri

Artigo 16 O Júri do concurso será composto por Frederico Lourenço, por Mário Cláudio, Paula Barata Dias (Presidente da Associação Portuguesa de Estudos Clássicos) e Ana Isabel Martins (membro da Direcção da Origem da Comédia).
Artigo 17 Tudo quanto possa suscitar dúvidas coloca-se ao critério do Júri.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Projecto PI à procura de voluntários!

Correcção: É às 16h00 do mesmo dia.


O projecto com maior continuidade dentro da Origem tem sido o Projecto PI - Pequena Infância, que parte este ano para a sua quarta (!) edição. O objectivo é dar a conhecer os mitos clássicos às crianças de IPSS, centros de acolhimento e hospitais da cidade através do teatro, com um modelo próprio de sessões que envolve activamente os miúdos. É um projecto que tem tido bastante sucesso e que começa agora inclusive a disponibilizar para reflexão académica os resultados da sua experiência continuada (depois da apresentação do projecto em Paris, segue-se agora uma participação num colóquio em Oxford).

A próxima reunião do projecto, aberta a todos os curiosos e interessados em se juntar, será no dia 1 de Outubro, terça-feira, pelas 16h00, no Instituto de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Contamos com a vossa presença!

terça-feira, 28 de maio de 2013

[C3|3 #3] Ciclo Clássicos no Cinema II: 'Το βλέμμα του Οδυσσέα/O Olhar de Ulisses', de Theo Angelopoulos (1995)

O ciclo de cinema da Origem fecha-se finalmente com uma última sessão no Porto, em que exibiremos O Olhar de Ulisses, de Theo Angelopoulos, o grande realizador grego que infelizmente nos abandonou há pouco mais de um ano enquanto trabalhava nas filmagens do seu novo filme. Angelopoulos viria a ganhar com a sua obra seguinte, Eternidade e Um Dia (1998), a Palma de Ouro, mas, na altura, desabafou que o palmarés chegava atrasado, com isso reconhecendo O Olhar de Ulisses como a sua grande obra, que foi galardoada em Cannes "apenas" com o Grande Prémio do Júri. 

O Olhar de Ulisses é o filme do meio da trilogia que o realizador dedicou às fronteiras e aos Balcãs (para um resumo do argumento pelo próprio realizador, vide). O personagem principal, um realizador de nome A., percorre a península em busca das bobines do primeiro filme dos irmãos Manakis, os pioneiros do cinema nos Balcãs. A sua viagem replica, de alguma forma, as deambulações de Ulisses e, como o herói clássico, nas suas paragens vai-se cruzando com misteriosas mulheres, que são uma e muitas, a tempos encarnando Circe, Nausícaa, Calipso, Penélope. 

O filme é duplamente pertinente, não só por esta revisitação do motivo homérico (que, de resto, reaparece noutros pontos na obra do realizador) como pela interrogação que constitui sobre a Grécia moderna e, até mais amplamente, sobre os Balcãs (grassava então a guerra em Sarajevo, cujas ruínas são o cenário de fundo de uma das cenas mais belas de toda a filmografia do autor e, quiçá, de todo o cinema). Fica o convite a este desafio de pensar os gregos, velhos e novos, a partir desta meditação filmada de Angelopoulos. Para nos orientar e estimular, teremos connosco Joana Matos Frias, professora da FLUP, que, no início,  nos dará algumas pistas de leitura da obra, em torno da qual conversaremos todos no fim.  


O OLHAR DE ULISSES, de Theo Angelopoulos 
apresentado por Joana Matos Frias
legendas em inglês 

31 de Maio, 18h30 
Sala 201, Faculdade de Letras,
Universidade do Porto, Porto

quarta-feira, 17 de abril de 2013

[C3|2 #2] Ciclo Clássicos no Cinema: 'Le Mépris/O Desprezo', de Jean-Luc Godard (1963)

Depois de termos percorrido o Mediterrâneo com Manoel de Oliveira, convidamos agora os nossos leitores a acompanharem-nos às filmagens de uma peculiar adaptação da Odisseia. O segundo filme do nosso ciclo é O Desprezo, de Jean-Luc Godard, realizador da nouvelle vague por demais célebre. Com Brigitte Bardot e Michel Picolli, trata-se de uma das obras mais conhecidas de JLG. A acção começa com a contratação de Paul, escritor, para corrigir o argumento de uma adaptação cinematográfica da Odisseia, a cargo de um respeitado realizador europeu: Fritz Lang interpretado por — Fritz Lang. A abordagem de Lang não é apreciada pelo produtor americano do filme, exasperado pela forma que este vai assumindo (reflectindo, em boa medida, as tensões que JLG teve, na vida real, com o produtor, também americano, de Le Mépris). Paul é contratado precisamente para resolver a situação, mas quando assume este trabalho a sua relação com a mulher, Camille, começa a deteriorar-se acentuadamente (o que evoca a desintegração da relação entre JLG e Anna Karina). O filme é entrecortado por reflexões várias sobre os gregos, Dante, Hölderlin e Brecht, ao mesmo tempo que a própria acção se desenvolve como glosa subtil à Odisseia. A fama da obra é bem merecida e vamos tentar entrar um pouco mais no seu mistério no final da sessão, em conjunto. Queremos mais gente na sala que pretendentes no palácio de Ulisses. Prometemos: there will be blood!


O DESPREZO, de Jean-Luc Godard
apresentado por Osvaldo Silvestre
com Ricardo Pereira e João Diogo Loureiro no debate final.

23 de Abril, 21h15
Aqui Base Tango,
Rua Venâncio Rodrigues 8, Coimbra

sexta-feira, 12 de abril de 2013

[C3|2 #1] O Cartaz

desenhado por Luísa Beato* e Nuno Campos: os oraviva!

*(a quem já devemos, agradecidos, os cartazes das Tertúlias Pré-Socráticas e uma ajuda na concepção do próprio logotipo da Origem)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

[C3|2 #1] Ciclo Clássicos no Cinema: 'Um Filme Falado', de Manoel de Oliveira (2003)

Depois da actividade no ano passado em Lisboa e Coimbra, a Origem da Comédia repete este ano o seu ciclo de cinema de tema clássico, agora entre Coimbra e Porto, ao longo das próximas três semanas. Começamos com Um Filme Falado (2003), de Manoel de Oliveira, uma reflexão do mestre duriense sobre a Europa: as suas raízes & crises. Uma mãe, professora de História na Universidade de Lisboa, segue com a sua filha pequena num cruzeiro rumo a Bombaim, onde se encontrará com o marido. No caminho, vão parando nalguns dos locais mais icónicos da geografia civilizacional do nosso continente. No restaurante do navio, o capitão polaco-americano, uma ex-modelo italiana, uma empresária francesa de sucesso e uma conhecida cantora grega conversam sobre as suas vidas e o passado & o futuro da Europa. Sobre o filme escreveu Bénard da Costa um belo texto (atenção: o quinto e último parágrafo contém spoilers). À boleia da obra de Oliveira, conversaremos um pouco sobre o que vale a Grécia ainda para nós hoje e até onde a Europa se pode definir em função do que dela herdou. Contamos convosco! 


UM FILME FALADO, de Manoel de Oliveira
apresentado por Paulo Cunha
com Maria do Céu Fialho e Miguel Monteiro no debate final.
(evento no Facebook)

16 de Abril, 21h15
Aqui Base Tango,
Rua Venâncio Rodrigues 8, Coimbra

segunda-feira, 14 de maio de 2012

[C3-C #1] Ciclo Clássicos no Cinema: 'Medeia', de P. P. Pasolini (1969)

No mesmo dia em que se exibe o último filme do ciclo Clássicos no Cinema em Lisboa, começa a extensão conimbricense do mesmo. A sessão irá realizar-se dia 16 de Maio, às 21:00h, na Sala Arte à Parte. Será exibida a Medeia (1969) de Pier Paolo Pasolini (curiosamente uma produção do mesmo ano do Satyricon). A apresentação ficará a cargo de Abílio Henrandez, que escolheu o filme, e, para o comentário final, contaremos com a presença de Clelia Bettini e Paulo Fonseca. A intervenção destes visa suscitar o debate com o público, que esperamos participativo, num registo informal.



MEDEIA, de P. P. Pasolini
apresentado por Abílio Hernandez Cardoso
com Clelia Bettini e Paulo Fonseca no debate final

16 de Maio, 21h
Sala Arte à Parte,
Rua Fernandes Tomás 29, Coimbra
 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Amanhã | Lisboa [C3 #1]



SEBASTIANE, de Derek Jarman (1976) 
apresentado por Nuno Simões Rodrigues 
com Tatiana Faia e João Diogo Loureiro no debate final 

18 de Abril, 15h 
Sala 2.14, Faculdade de Letras, Lisboa

sexta-feira, 13 de abril de 2012

[C3 #1] Ciclo Clássicos no Cinema: 'Sebastiane', de Derek Jarman (1976)

Depois da segunda edição do Projecto PI, em Fevereiro-Março, a Origem da Comédia organiza este ano um ciclo de cinema de tema clássico, intitulado Clássicos no Cinema, com seis sessões, as primeiras quatro em Lisboa e as duas últimas em Coimbra. Os filmes serão apresentados por um convidado (o próprio que escolheu o filme a exibir), sendo que, depois do visionamento da fita, após dois breves comentários pelos outros membros da mesa, o público é convidado a activamente participar na discussão em torno da obra. Em breve contamos revelar aqui no blogue o plano completo do ciclo; por ora, anunciamos a primeira sessão:


SEBASTIANE, de Derek Jarman (1976)
apresentado por Nuno Simões Rodrigues
com Tatiana Faia e João Diogo Loureiro no debate final

18 de Abril, 15h
Sala 2.14, Faculdade de Letras, Lisboa

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

sábado, 14 de maio de 2011

XIII Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico — Semana de 18 de Maio a 25 de Maio

18/05 (Quarta)

Pelo Cão!, Que Belo Lugar Para Conversas, ou Conferências Platónicas
com António Caeiro, Teresa Schiappa, José Pedro Serra, Luis Cerqueira e Rodolfo Lopes
seguido de conversa com os encenadores e os actores
Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra, a partir das 15:00.

seguido de
Ensaio Sobre a Cicuta, a partir das peças platónicas.
Origem da Comédia em parceria com Thíasos - Grupo de Teatro Clássico.
Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra, 21:30.

*

19/05 (Quinta)

 O Fulaninho de Cartago, de Plauto, pelo Thíasos - Grupo de Teatro Clássico
Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 15:00

*

21/05 (Sábado)

Orfeu e Eurídice
pelo grupo Canto & Drama do Conservatório de Música de Coimbra
Ruínas Romanas de Conímbriga, 21:30

*

22/05 (Domingo)

 O Fulaninho de Cartago, de Plauto, pelo Thíasos - Grupo de Teatro Clássico
Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Coimbra, 18:00


Orfeu e Eurídice
pelo grupo Canto & Drama do Conservatório de Música de Coimbra
Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra, 21:30

*

25/05 (Quarta)

Ensaio Sobre a Cicuta, a partir das peças platónicas.
Origem da Comédia em parceria com Thíasos - Grupo de Teatro Clássico.
Ruínas Romanas de Conímbriga, 21:30.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

I Aniversário

Este blogue faz hoje um ano. Relendo a declaração de propósitos inicial, parece-me que nos mantivemos fiéis ao prometido. A Origem conquistou para si um espaço na Rede, empenhada numa missão que nos parece cada vez mais válida. Os números não são displicentes: 729 posts e pouco mais de 18.000 visualizações são valores minimamente consideráveis para um blogue de tema tão específico (porém tão amplo). Esperamos continuar a crescer com a mesma qualidade. A fortuna favorece os audazes.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

XIII Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico — Semana de 28 de Abril a 04 de Maio


28/04 (Quinta)

A Sogra, de Terêncio, pelo Thíasos - Grupo de Teatro Clássico [ESTREIA]
Teatro Paulo Quintela (FLUC), Coimbra, 21:30.

Quando a falta de comunicação se instala entre sogra e nora é de esperar o pior. Ninguém se surpreende, pois, que, na ausência do esposo, a jovem se refugie no aconchego da casa paterna. Ora o mistério adensa-se quando ela permanece em casa dos pais depois do regresso do marido. Que terá acontecido?! Não consta, contudo, no anedotário popular, que a sogra, sem perceber o motivo da “zanga”, queira sair de cena, para que o filhinho e a esposa encontrem a harmonia conjugal. A abnegação da sogra, Sóstrata, que prefere retirar-se para o campo; a afeição do marido, Laques, que decide ir com ela; a dedicação de filho, Pânfilo, que opta pela mãe em detrimento da amada; a generosidade da cortesã Báquis, que consente em humilhar-se em prol da felicidade conjugal do amante configuram situações tão inusitadas, que até dão vontade de rir! Grande deve ser a novidade, para motivar tais decisões e despertar o que há de melhor na natureza humana.... Nem sempre a comédia faz os homens piores do que eles são... A verdade está no anel.

*

02/05 (Segunda)

Ensaio Sobre a Cicuta, a partir das peças platónicas [ESTREIA].
Origem da Comédia em parceria com Thíasos - Grupo de Teatro Clássico.
Teatro Paulo Quintela (FLUC), Coimbra, 21:30.

*

03/05 (Terça)
La Mujer en la Tragedia, de Martín Bejarano & Emilio Flor,
a partir de textos de Ésquilo, Sófocles, Eurípides e Lorca, pelo Grupo Balbo (Cádiz).
Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas, Ericeira, 11:30

A Sogra, de Terêncio, pelo Thíasos - Grupo de Teatro Clássico.
Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas, Ericeira, 15:00

*

04/05 (Quarta)

 Antígona, de Sófocles, pelo Grupo Balbo (Cádiz)
Ruínas Romanas de Conímbriga, Condeixa, 11:30

Rudens, de Plauto, pelo Grupo Balbo (Cádiz)
Ruínas Romanas de Conímbriga, Condeixa, 15:00

terça-feira, 19 de abril de 2011

Publicidade Acidental #1

«eu bem sabia que te havias de esquivar a responder, que te fingirias ignorante,
e que farias tudo quanto há para não responder, se alguém te interrogasse».
Trasímaco, a partir da República de Platão, in Ensaio Sobre A Cicuta
*
[imagem retirada daqui].

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tertúlias Pré-Socráticas: Os Vídeos

A 5 de Março deste ano, a Origem apresentava-se ao mundo com a primeira sessão do seu ciclo Tertúlias Pré-Socráticas, um conjunto de encontros no café do Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, dedicados, como o nome deixa adivinhar, aos filósofos pré-socráticos. A iniciativa, que contou com a participação de professores quer de Filosofia quer de Clássicas, e oriundos de várias universidades do país, revelou-se um pequeno sucesso, conseguindo atrair algumas dezenas de pessoas todas as quartas-feiras ao foyer do TAGV. Numa linguagem acessível, sem, porém, abdicar do rigor científico, procurou dar-se a conhecer estas personagens maiores da história cultural do Ocidente. Contámos ainda com a participação de vários grupos artísticos da cidade, que, antes de cada sessão, através do seu trabalho a partir de textos de alguns dos autores mais importantes da tradição literária, relembravam ao público a perenidade das figuras abordadas em cada tertúlia, a que grandes escritores de todas as epócas regressaram uma e outra vez.

Porque sempre foi o nosso objectivo que esta primeira actividade da Origem chegasse ao maior número de pessoas possível, logo na altura cuidámos de, com a autorização dos convidados, filmar as suas intervenções, para as divulgar online, em data posterior. Volvidos seis meses sobre o início do ciclo de tertúlias, é chegado o tempo. Começamos hoje a colocar aqui no blogue todas as sessões que fomos autorizados a registar em formato vídeo. Todas as semanas, se não formos confrontados com problemas informáticos, iremos deixar aqui o vídeo de uma das sessões, sempre à sexta-feira. Esperemos que, desta forma, muitos dos que não puderam assistir às tertúlias, pelas mais variadas razões, possam agora usufruir da sabedoria dos vários professores que tão generosamente aceitaram o nosso desafio para virem falar de alguns dos nomes mais sonantes do génio grego.

Os vídeos nem sempre terão a melhor qualidade de som, também pelo próprio ambiente em que decorreram as tertúlias (um café) e o inevitável barulho de fundo associado. Ainda assim, elevando um pouco o volume do computador é possível seguir bem as várias intervenções. Os vídeos foram todos filmados e editados por Rodolfo Lopes, a quem não podemos deixar de agradecer especialmente, pelo seu trabalho dedicado.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Aclaração de Propósitos

A Origem da Comédia é uma recém-criada associação que pretende congregar, a nível nacional, todos os estudantes e jovens interessados na Antiguidade Clássica. Encontramo-nos ainda a ultimar o nosso regulamento para proceder à oficialização da associação, mas não permitimos que isso nos condicionasse e promovemos já nestes dois últimos meses um ciclo de tertúlias dedicadas aos filósofos pré-socráticos. Chegou a altura de dar novo passo (avançamos como o kouros) e por isso começamos este blogue, que pretendemos regular e curioso, ágora das coisas gregas e romanas (e dos vizinhos), ponto de divulgação — ponto de paixão — de quanto, país fora, se faz nesta área, espaço de notícias sobre a actualidade clássica (que não é um paradoxo), antologia (palavra grega para bouquet) de textos do báu do sotão helénico e latino e talvez ainda mais de quantos aí regressaram à falta de casa, colecção de entrevistas (diálogos pós-platónicos), reflexões e ensaios (não tarda a peça). Os romanos, que pediram a palavra emprestada aos gregos (solução para a crise grega: reclamarem os juros sobre as palavras que emprestaram aos outros povos, a quem ensinaram a falar), para designarem o que chamamos de miscelânea, usavam a palavra stromata, 'tapeçaria'. Este blogue não pretende ser mais que isso: uma tapeçaria que tecemos e teçamos anos infinitos como Penélope, porque não é ainda a hora de enterrar Laertes — a cultura clássica pulsa ainda, aguardando o regresso dos seus filhos, para quem guardou as árvores melhores do jardim (e ali trincámos a maçã, isto é, descobrimo-nos humanos); aí a casa da infância. Que Atena, deusa dos teares (e também, dizem, da sabedoria), nos ajude nesta empresa.

imagem: pés de um kouros (c. 600 a.C.),
encontrados no templo de Posídon em Súnion
@ Museu Nacional de Arquelogia, Atenas
(foto retirada daqui)