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segunda-feira, 14 de maio de 2012

[C3-C #1] Ciclo Clássicos no Cinema: 'Medeia', de P. P. Pasolini (1969)

No mesmo dia em que se exibe o último filme do ciclo Clássicos no Cinema em Lisboa, começa a extensão conimbricense do mesmo. A sessão irá realizar-se dia 16 de Maio, às 21:00h, na Sala Arte à Parte. Será exibida a Medeia (1969) de Pier Paolo Pasolini (curiosamente uma produção do mesmo ano do Satyricon). A apresentação ficará a cargo de Abílio Henrandez, que escolheu o filme, e, para o comentário final, contaremos com a presença de Clelia Bettini e Paulo Fonseca. A intervenção destes visa suscitar o debate com o público, que esperamos participativo, num registo informal.



MEDEIA, de P. P. Pasolini
apresentado por Abílio Hernandez Cardoso
com Clelia Bettini e Paulo Fonseca no debate final

16 de Maio, 21h
Sala Arte à Parte,
Rua Fernandes Tomás 29, Coimbra
 

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mais Medeia

O Velo de Ouro, de Herbert James Draper, de novo (1904, @ Bradford Art Galleries & Museums). Das poucas ilustrações da morte de Absirto — que terá ocorrido aqui, a mesma cidade onde Ovídio, banido, acabou os seus dias — que conheço (é um tema raro) e, mesmo assim, como se percebe, longe de retratar fielmente o mito em toda a sua crueldade.

"Medea" de Pier Paolo Pasolini

sábado, 3 de julho de 2010

Perdidos §1

Na verdade, hás-de acabar contigo, no fim,
uma morte de todas a mais vergonhosa,
depois de teres atado o baraço ao pescoço.
Desta espécie a sorte que te espera
pelas tuas más obras, uma lição para outros
pelos séculos dos séculos: acima dos deuses,
nunca se ergam os mortais.
Fragmento TrGf 15F3 da Medeia de Néofron de Sicião, que, segundo algumas fontes antigas, seria anterior à Medeia de Eurípides, o qual se teria inspirado fortemente no seu predecessor. A maioria dos estudiosos não dá crédito a esses testemunhos, e talvez tenham razão, mesmo se nunca se vai chegar a uma conclusão certa. De acordo com a Suda, a grande enciclopédia bizantina do século X, Néofron teria escrito 120 tragédias e teria sido o primeiro a trazer para o palco a personagem do pedagogo e o interrogatório de escravos sob tortura. Dele não nos restam senão três fragmentos da Medeia: quatro versos do encontro de Medeia e Egeu (que, nesta versão, viria a Corinto de propósito para a ouvir a respeito do oráculo que recebera), quinze versos do equivalente ao «grande monólogo» de Medeia, da peça de Eurípides, e os cinco acima traduzidos, sobre o destino de Jasão, retirados do final da tragédia (tradução inglesa dos fragmentos e testemunhos disponível aqui).

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A Outra Medeia

Diogenes Laertius tells us (7.180) that Chrysippus "padded out his writings by arguing repeatedly on the same subject, setting down anything that occurred to him, making many corrections and citing numerous authorities; so much so that in one of his works he copied out nearly the whole of Euripes' Medea, and someone who had taken up this volume, being asked what he was reading, replied, 'The Medea of Chrysippus'."

John M. Dillon (1997), 'Medea Among the Philosophers'
in Clauss & Johnston (eds.), Medea. Princeton University Press: 1997

[ἐπλήθυνε δ' αὐτὰ πολλάκις ὑπὲρ τοῦ αὐτοῦ δόγματος ἐπιχειρῶν καὶ πᾶν τὸ ὑποπεσὸν γράφων καὶ διορθούμενος πλεονάκις πλείστῃ τε τῶν μαρτυριῶν παραθέσει χρώμενος· ὥστε καὶ ἐπειδή ποτ' ἔν τινι τῶν συγγραμμάτων παρ' ὀλίγον τὴν Εὐριπίδου Μήδειαν ὅλην παρετίθετο καί τις μετὰ χεῖρας εἶχε τὸ βιβλίον, πρὸς τὸν πυθόμενον τί ἄρα ἔχοι, ἔφη "Χρυσίππου Μήδειαν."]

imagem: Crísipo. Século II d.C. @ Louvre, Paris.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Medeia












































Este é o poster concebido por Alphonse Mucha para a interpretação que Sarah Bernhardt fez de Medeia, no Théatre de la Renaissance. Trata-se de um poster Art Noveau. Muito possivelmente terá sido Mücha a inspirar nas pessoas o hábito de roubar posters. O original (?) encontra-se preservado na Galeria Moravská. Para o ver basta ir até à cidade de Brünn.