It may be best to dispel any illusions immediately. The only certain images we seem to have of the last queen of Egypt, Cleopatra VII, have no discernible resemblance to the painted faces of Elizabeth Taylor or Claudette Colbert or Sarah Bernhardt. Those visages can be contemplated with far more sensuous contentment than the Egyptian queen’s bulbous, knotty and eroded features stamped on gold coins from the first century B.C.
sábado, 5 de junho de 2010
Uma exposição no Franklin Institute
It may be best to dispel any illusions immediately. The only certain images we seem to have of the last queen of Egypt, Cleopatra VII, have no discernible resemblance to the painted faces of Elizabeth Taylor or Claudette Colbert or Sarah Bernhardt. Those visages can be contemplated with far more sensuous contentment than the Egyptian queen’s bulbous, knotty and eroded features stamped on gold coins from the first century B.C.
Uno em Grego Antigo
Próxima actividade da Origem da Comédia: promover um campeonato de Uno. Em grego antigo, claro. O vencedor leva para casa o Áxion Estí, de Odysséas Elytis (ainda vamos falar muito deste livro: estejam atentos aos próximos posts).
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
The Fear of Death
Long ago Lucretius, dour poet of disillusion, bewailedthe fear of death. It is not clear that he was ever himself possessed by it, but it is perfectly clear that his altogether sound arguments against it have not abolished its operation, nor its effect on human character, society and imagination. Fear, which made the gods, made also the immortality of man, the denial of death. What its unmistakable traits may be has never been articulately said, perhaps never can be said. Most of us never may undergo the fear of death; we undergo comfort and discomfort, joy and sorrow, intoxication and reaction, love and disgust; we aim to preserve the one and to abolish the other, but we do not knowingly undergo the fear of death. Indeed, it is logically impossible that we should, since to do so would require an experience of death such that we should be conscious of being unconscious, sensible of being insensible, aware of being unaware. We should be required to be and not to be at the same instant, in view of which Lucretius both logically and wisely advises us to remember that when death is, we are not; when we are, death is not.
Um texto de Horace Kallen de 1939. Continuar a ler aqui.
Um texto de Horace Kallen de 1939. Continuar a ler aqui.
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
Hugo Pratt #2

Pergunta: alguém me sabe dizer que fonte regista o mito que que Pratt aqui ilustra? Trata-se de uma estorieta em torno dos Argonautas (notem, na imagem, Hércules, com a pele de leão, e Orfeu, com a lira), que envolve a criação do futebol ou, enfim, a participação dos heróis num qualquer jogo envolvendo uma bola (teria Nausícaa aprendido deles? Aquele primeiro quadrado só me lembra o Canto VI da Odisseia).
imagem: Portfolio Calcio - Senza Titolo
de Hugo Pratt (1990) in Hugo Pratt, Périples Secrets
Casterman, Tournai: 2009.
de Hugo Pratt (1990) in Hugo Pratt, Périples Secrets
Casterman, Tournai: 2009.
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Nem o dever nem a decepção
«O contacto entre o reino Egípcio e a república Romana já tinha sido estabelecido gerações antes de o Egipto se tornar a última província independente das que derivavam do império fundado por Alexandre. Ptolemeu II Soter tinha-se recusado a participar activamente na guerra contra Mitídrates quando isto lhe foi solicitado por L. Luculo, tenente de Sula, em 87/86, apesar de o ter recebido com honras de Estado. É significativo o facto de Plutarco afirmar o seguinte: "Conta-se que Luculo não foi até Mênfis, nem se mostrou interessado nas outras afamadas maravilhas do Egipto; disse que tais coisas eram adequadas para um espectador ocioso, cujo único objectivo fosse a diversão, mas não para um homem como ele, que havia deixado o seu Imperator em campo aberto, junto aos acampamentos do inimigo." Se Luculo proferiu estas palavras a alguém da corte - e o comentário não parece ter sido feito a um membro do seu próprio séquito -, isto demonstra que um polido aristocrata romano se preocupava muito pouco com a linguagem que usava no país de um rei de quem era hóspede. Nem o dever nem a decepção podem desculpar tamanha indelicadeza.»
Esta são algumas das palavras que Herbert Box escreveu para a sua introdução de 1939 ao tratado In Flaccum de Fílon de Alexandria e destinam-se a elucidar o autor acerca do contexto das relações entre o Egipto e Roma antes de 38 a.C.
Antiga como é, e apesar de existir um comentário mais recente a esta obra (van der Horst, 2005), a obra de Herbert Box continua a ser, para mim, um excelente comentário ao tratado de Fílon de Alexandria e aquele que possui a melhor introdução às problemáticas suscitadas pela obra.
Herbert Box, que quando «googlamos» o seu nome nada, ou muito pouco, nos aparece sobre si, era, podemos inferir, um pensador lúcido, ocsutátos (como diriam os gregos), com toda a certeza com uma admiração pelo César que escreveu os Comentarii de Bello Gallico, e que, tanto quanto me parece, fez sempre a melhor interpretação possível das situações face aos dados de que dispunha. Só falhou onde as evidências arqueológicas e as tendências científicas do seu tempo o traíram. E mesmo assim, relendo esta obra um ano e meio depois de a ter lido pela primeira vez, quando já li tantos outros textos sobre os mesmos assuntos e problemáticas, continuo a dizer que falhou muito pouco. A referência bibliográfica do livro é:
Herbert Box, Philonis Alexandrini In Flaccum, Oxford University Press, 1939
Esta são algumas das palavras que Herbert Box escreveu para a sua introdução de 1939 ao tratado In Flaccum de Fílon de Alexandria e destinam-se a elucidar o autor acerca do contexto das relações entre o Egipto e Roma antes de 38 a.C.
Antiga como é, e apesar de existir um comentário mais recente a esta obra (van der Horst, 2005), a obra de Herbert Box continua a ser, para mim, um excelente comentário ao tratado de Fílon de Alexandria e aquele que possui a melhor introdução às problemáticas suscitadas pela obra.
Herbert Box, que quando «googlamos» o seu nome nada, ou muito pouco, nos aparece sobre si, era, podemos inferir, um pensador lúcido, ocsutátos (como diriam os gregos), com toda a certeza com uma admiração pelo César que escreveu os Comentarii de Bello Gallico, e que, tanto quanto me parece, fez sempre a melhor interpretação possível das situações face aos dados de que dispunha. Só falhou onde as evidências arqueológicas e as tendências científicas do seu tempo o traíram. E mesmo assim, relendo esta obra um ano e meio depois de a ter lido pela primeira vez, quando já li tantos outros textos sobre os mesmos assuntos e problemáticas, continuo a dizer que falhou muito pouco. A referência bibliográfica do livro é:
Herbert Box, Philonis Alexandrini In Flaccum, Oxford University Press, 1939
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Déjà Vu #1
According to the director's commentary on Pride and Prejudice, Wright is influenced by the work of British film director David Lean, and possessing a certain knowledge of art history, tries sometimes to compose his shots after classical paintings.
(retirado daqui)
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quarta-feira, 2 de junho de 2010
A natureza humana não aguentaria
Οὐκ ἔστιν οὐδὲν δεινὸν ὧδ' εἰπεῖν ἔπος
οὐδὲ πάθος οὐδὲ ξυμφορὰ θεήλατος,
ἧς οὐκ ἂν ἄραιτ' ἄχθος ἀνθρώπου φύσις.
οὐδὲ πάθος οὐδὲ ξυμφορὰ θεήλατος,
ἧς οὐκ ἂν ἄραιτ' ἄχθος ἀνθρώπου φύσις.
Não existe nada tão terrível de se dizer,
Nem sofrimento nem desgraça divina,
Cujo peso a natureza humana não aguentaria.
Eurípides, Orestes 1-3
Com estes 3 versos se abre a tragédia de Eurípides Orestes, onde o mesmo, depois de matar a mãe, se encontra no seu leito louco, incapaz de manter mais que alguns instantes de sanidade antes de cair de novo na loucura. Mas não é isso que para a questão interessa. A peça abre com esta afirmação suprema do poder da natureza humana (mais tarde ouviremos ecos em Sartre, na afirmação categórica da capacidade da liberdade humana de tudo construir e destruir). Conta-se que precisamente neste início da peça, quando o actor (é uma fala de Electra, mas lembremo-nos que todos os papéis eram masculinos), quando o actor terminou de articular os versos, Sócrates, o Sócrates, levantou-se do seu assento, e bateu palmas.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Novidades Editoriais Classica Digitalia
(informação recebida pela Origem da Comédia)
Os Classica Digitalia têm o gosto de anunciar 4 novos livros, caracterizados por uma crescente partilha de trabalhos dentro do espaço lusófono. Com efeito, regista-se desta vez uma forte colaboração com o Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa, com o qual são co-editadas 3 das novidades editoriais. É também lançado o primeiro volume da série “Textos Latinos”, resultante de trabalho de investigação desenvolvido entre a Universidade de Coimbra e a Universidade Federal de Minas Gerais.
Os Classica Digitalia têm o gosto de anunciar 4 novos livros, caracterizados por uma crescente partilha de trabalhos dentro do espaço lusófono. Com efeito, regista-se desta vez uma forte colaboração com o Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa, com o qual são co-editadas 3 das novidades editoriais. É também lançado o primeiro volume da série “Textos Latinos”, resultante de trabalho de investigação desenvolvido entre a Universidade de Coimbra e a Universidade Federal de Minas Gerais.
Conforme é prática dos Classica Digitalia, todos os volumes são editados em formato tradicional de papel e também na biblioteca digital. O e-book correspondente (cujo endereço directo é dado abaixo) encontra-se disponível em acesso livre. Indica-se também o preço do livro impresso, para servir de orientação a quem desejar adquirir um exemplar em papel.
I. Colecção “Autores Gregos e Latinos – Série Textos Gregos”
- J. A. Segurado e Campos: Licurgo. Oração Contra Leócrates. Tradução do grego, introdução e notas (Coimbra, CECH/CEC, 2010). 285 p. PVP: 16 €
Hiperligação: http://bdigital.sib.uc.pt:8080/classicadigitalia/handle/123456789/39
II. Colecção “Autores Gregos e Latinos – Série Textos Latinos”
- Márcio Meirelles Gouvêa Júnior: Gaio Valério Flaco. Cantos Argonáuticos – Argonautica. Tradução do latim, introdução e notas (Coimbra, CECH, 2008). 242 p. PVP: 14 €
Hiperligação: http://bdigital.sib.uc.pt:8080/classicadigitalia/handle/123456789/40
III. Série “Monografias”
- Cristina Santos Pinheiro, O percurso de Dido, rainha de Cartago, na Literatura Latina (Coimbra, CECH/CEC, 2010). 196 p. PVP: 11 €
Hiperligação: http://bdigital.sib.uc.pt:8080/classicadigitalia/handle/123456789/41
- Ricardo Nobre, Intrigas Palacianas nos Annales de Tácito. Processos e tentativas de obtenção de poder no principado de Tibério (Coimbra, CECH/CEC, 2010). VI + 205 p. PVP: 13 €
Hiperligação: http://bdigital.sib.uc.pt:8080/classicadigitalia/handle/123456789/42
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Textos e Mitos da Antiguidade Clássica
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Hugo Pratt #1

imagem: Fondation Delphus [projet]
de Hugo Pratt (1993) in Hugo Pratt, Périples Secrets
Casterman, Tournai: 2009.
de Hugo Pratt (1993) in Hugo Pratt, Périples Secrets
Casterman, Tournai: 2009.
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