quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Officina Latina


 


Esta formação destina-se à introdução da Língua Latina, transmitindo as suas noções básicas através de:

- graffiti romanos de Pompeios
- sentenças e provérbios romanos e medievais
- inscrições em monumentos
- epitáfios

As sessões serão complementadas com a leitura in loco de inscrições em monumentos de Torres Vedras e visitas ao espólio romano do Museu Municipal (a confirmar).

No final da formação, será passado um certificado de frequência pelo Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Público Alvo: Estudantes do ensino Básico e Secundário | Público em geral

Duração: 15 sessões de 90 minutos - Sábados, 16:00-17:30
Início: 3 de Março de 2012
Local: escritório da Estufa (Avenida Tenente Valadim, nº 17, 2º)
Formador: André Simões (professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

Devido às limitações do espaço, só serão aceites 5 inscrições por turma. As inscrições deverao ser feitas por email para: asimoes arroba campus.ul.pt


também no mesmo site

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A 'Medeia' de Séneca


Alkan, Étude No. 12 Op. 39 "Le Festin d'Esope"

For his final study [of Op. 39] Alkan chose the most succinct way of summarising his technical invention by displaying it in a classically strict set of twenty-five variations on an original theme. Traditionally, the work is thought to represent various animals from Aesop's fables. Raymond Lewenthal discerns 'all manner of creeping, crawling things' within its colourful pages.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

ὁ Καιρός (É a Hora)


Girolamo da CarpiOportunidade e Paciência. (1541), Gemäldegalerie, Dresden.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

The Great American Novel

At the end of the Phaedrus, Plato has Socrates tell the story of the god Theuth, who, legend has it, invented the art of writing. When Theuth presented his new invention to the king of Egypt, he promised the king that it would make his people “wiser and improve their memories.” But the king disagreed, claiming that the habit of writing, far from improving memories, would “implant forgetfulness” by encouraging people to rely on external marks rather than “the living speech graven in the soul.” I think of Schopenhauer’s observation about the perils of excessive reading: Just as he who always rides gradually forgets how to walk, so he who reads constantly without pausing to reflect “gradually loses the capacity for thinking.”

“Such is the case,” said Schopenhauer, “with many scholars; they have read themselves stupid.”

Well, reading ourselves stupid is perhaps not our largest educational problem today.

Vale a pena ler na íntegra este artigo de Roger Kimball, aqui.

Private Joke

HERMES: Tu, chega aqui... Pomos em leilão um modelo de vida excelso e inteligente. Quem quer comprar um modelo de santidade?
COMPRADOR: Ora diz-me cá: que é que tu sabes a fundo?
MODELO ACADÉMICO [misto de Sócrates e Platão]: Amo os rapazinhos e sou especialista em coisas de amor.
COMPRADOR: Como haveria eu de te comprar? Na verdade, do que eu precisava era de um pedagogo para o meu filho, que é um belo rapaz.
MODELO ACADÉMICO: E quem haveria melhor do que eu, para conviver com um belo rapaz? Na verdade, eu não estou apaixonado pelos corpos, pois considero que a alma é que é bela. Não te dê cuidado, pois mesmo que eles se deitem sob o mesmo manto que eu, de todos ouvirás dizer que não sofreram qualquer dano da minha parte.
COMPRADOR: É incrível isso que estás a dizer, [ou seja,] que um homem que ama rapazes não se preocupa senão com a alma, quando tem toda a liberdade, assim deitado sob o mesmo manto.
MODELO ACADÉMICO: E no entanto, juro-te pelo cão e pelo plátano que é assim mesmo.
COMPRADOR: Por Héracles! Que estranheza de deuses!

[{ΕΡΜΗΣ} Δεῦρο ἐλθὲ σύ. βίον ἀγαθὸν καὶ συνετὸν ἀποκηρύττομεν. τίς ὠνεῖται τὸν ἱερώτατον; {ΑΓΟΡΑΣΤΗΣ} Εἰπέ μοι, τί μάλιστα εἰδὼς τυγχάνεις; {ΣΩΚΡΑΤΗΣ} Παιδεραστής εἰμι καὶ σοφὸς τὰ ἐρωτικά. {ΑΓΟΡΑΣΤΗΣ} Πῶς οὖν ἐγὼ πρίωμαί σε; παιδαγωγοῦ γὰρ ἐδεόμην τῷ παιδὶ καλῷ ὄντι μοι. {ΣΩΚΡΑΤΗΣ} Τίς δ' ἂν ἐπιτηδειότερος ἐμοῦ γένοιτο συνεῖναι καλῷ; καὶ γὰρ οὐ τῶν σωμάτων ἐραστής εἰμι, τὴν ψυχὴν δὲ ἡγοῦμαι καλήν. ἀμέλει κἂν ὑπὸ ταὐτὸν ἱμάτιόν μοι κατακέωνται, ἀκούσει αὐτῶν λεγόντων μηδὲν ὑπ' ἐμοῦ δεινὸν παθεῖν. {ΑΓΟΡΑΣΤΗΣ} Ἄπιστα λέγεις, τὸ παιδεραστὴν ὄντα μὴ πέρα τῆς ψυχῆς πολυπραγμονεῖν, καὶ ταῦτα ἐπ' ἐξουσίας, ὑπὸ τῷ αὐτῷ ἱματίῳ κατακείμενον. {ΣΩΚΡΑΤΗΣ} Καὶ μὴν ὀμνύω γέ σοι τὸν κύνα καὶ τὴν πλάτανον οὕτω ταῦτα ἔχειν. {ΑΓΟΡΑΣΤΗΣ} Ἡράκλεις τῆς ἀτοπίας τῶν θεῶν.]

Luciano, Filosofias em Leilão 15-16 
Trad.: Custódio Magueijo, edição de autor, 2009

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Provérbios Latinos §4

ver subest

a primavera está aí a chegar

(

ou, como diria o Ashbery,

Is it possible that spring could be
once more approaching? We forget it each time,
what a mindless business it is [...]

John Ashbery, Alcove.


e, seja como for, e talvez ainda bastante antes do tempo, mas digno por sinal,



)


Seminário

Hamlet



Reflexões hermenêuticas sobre a experiência da crise no reino da Dinamarca


João Almeida Flor


27 de Fevereiro
15:00 – 17:00
Sala D. Pedro V
F.L.U.L.


Uma iniciativa
Centro de Estudos Clássicos - FLUL/ Origem da Comédia

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Édipo no Chapitô

ÉDIPO
Nova Criação da Companhia do Chapitô 
De 19 de Janeiro a 11 de Março 
De quinta a Domingo às 22h no Chapitô 
Reservas através do 218 855 550

O Édipo de Sófocles é herói trágico, é paradigma, é complexo, é impulso, é cólera, é fatalidade, é logos, pathos, ethos, hybris, miasma, eros, thanatos, e mais uma grande quantidade de ‘is’, ‘eisis , ‘thos’ e ‘thas’. O Édipo da Companhia do Chapitô é azarado, é desajeitado, é escorraçado, é assediado, é vilipendiado, é enxovalhado, é aleijado, e mais uma grande quantidade de ‘puns!’, ‘aus!’,‘ais!’, ‘trunges!’ e ‘fsssts!’ A Companhia do Chapitô gestualiza mais uma tragédia grega apresentando a cómica fuga de Édipo ao seu terrível destino. O que é certo é que de gatas, de pé, de bengala, a rastejar, ao colo ou às cavalitas, Édipo não vai poder escapar.

Esta alusão ao mito grego

É só uma desculpa para pôr um link para isto aqui:

Estive a reler uma entrevista minha à “Ler”, e exclamei: “Eu disse isso?” Fiquei contente. Achei que tinha dito uma coisa acertada. Nem pareço eu. A propósito do Joaquim Manuel Magalhães falar do regresso ao real, disse: “Mas há alguma coisa que não seja real? Tudo é real. O problema é que há muitas realidades. O sonho é tão real como estar acordado.” De facto, nós sentimos efeitos físicos dos sonhos, dos desejos, dos medos, das esperanças. É tudo real. Digo-lhe mais, os mitos – e não estou a falar dos mitos gregos, que são arquétipos da realidade humana – são forças reais: não há nada mais mobilizador que um mito. O mito da greve geral dos trabalhadores é mobilizador. O mito de uma sociedade sem classes também mobilizou milhões de pessoas ao longo da história.