domingo, 23 de março de 2014

O Criminoso Imortal

[τὴν σωφροσύνην] ὑμεῖς επὶ μὲν τῶν ιδιωτῶν επαινεῖτε, καὶ νομίζετε τοὺς ταύτῃ χρωμένους ασφαλέστατα ζῆν καὶ βελτίστους εῖναι τῶν πολιτῶν, τὸ δὲ κοινὸν ἡμῶν ουκ οίεσθε δεῖν τοιοῦτο παρασκευάζειν, καίτοι προσήκει τὰς ἀρετὰς ασκεῖν καὶ τὰς κακίας φεύγειν πολὺ μᾶλλον ταῖς πόλεσιν ὴ τοῖς ιδιώταις. ανὴρ μὲν γὰρ ασεβὴς καὶ πονηρὸς τυχὸν ὰν φθάσειε τελευτήσας πρὶν δοῦναι δίκην τῶν ἡμαρτημένων: αἱ δὲ πόλεις διὰ τὴν αθανασίαν ὑπομένουσι καὶ τὰς παρὰ τῶν ανθρώπων καὶ τὰς παρὰ τῶν θεῶν τιμωρίας.

Vós elogiais a sensatez de cada pessoa em particular, e julgais que os que a praticam não só vivem em segurança, como ainda por cima se tornam bons cidadãos. Mas ao mesmo tempo nem sequer pensais em fazer com que o Estado [τὸ κοινόν] seja também ele sensato, muito embora faça sentido que sejam as cidades até mais que os indivíduos a praticar as virtudes e a evitar os vícios. Isto porque pode muito bem acontecer que um homem ímpio e corrupto morra antes de pagar a pena dos seus crimes, mas as cidades são imortais, e não têm como evitar submeter-se mais cedo ou mais tarde ao castigo às mãos dos homens e dos deuses.

Isócrates. Sobre a Paz. 119-120. Tradução minha.

sábado, 22 de março de 2014

Mourning Becomes Electra



ουδεὶς τῶν αγαθῶν γὰρ
ζῶν κακῶς εύκλειαν αισχῦναι θέλει
νώνυμος, ω παῖ παῖ ·
ὡς καὶ σὺ πάγκλαυτον αιῶνα κοινὸν εἵλου,
τὸ μὴ καλὸν καθοπλίσασα δύο φέρειν εν ἑνὶ λόγῳ,
σοφά τ'αρίστα τε παῖς κεκλῆσθαι.
(Sophoclis Electra 1082-1087, edidit Jebb (1894)

The question now arises, what has Electra been doing (in the opinion of the Chorus) in choosing a life of mourning in common with Agamemnon?

The MSS all have τὸ μὴ καλὸν καθοπλίσασα κτλ., and this is translated by all editors (those that is who do not emend the words) more or less as follows: 'having warred down dishonour so as to win a twofold guerdon, namely to be called (once and for all) both a wise and a very good daughter.' But this version (which goes back to the Scholiast, who explains τὸ μὴ καλὸν καθοπλίσασα as καταπολεμήσασα τὸ αισχρόν) gives an unexampled meaning to καθοπλίζω, which elsewhere always means 'equip'. Therefore, the text has been widely suspected, and a number of emendations have been proposed, almost all substituting another word for καθοπλίσασα, meaning 'having conquered', 'rejected', or the like.

The great objection to all these conjectures is that, apart from eliminating the 'good' (i.e. picturesque, descriptive) word καθοπλίσασα (cf. Lloyd-Jones, C.Q. n.s. 4 (1954) 95) they all end up by making the Chorus say that Electra has a right to be called wise as well as good (lit. 'best': but αρίστα here simply replaces αγαθή), because of the fact that, not introducing a negative with καθοπλίσασα, they do not cancel out the result-infinitive (φέρειν) and they thus make Electra win (unqualifiedly) the two prizes, 'being called both wise and good'. That the Chorus should agree that Electra is to be called 'good' is natural and certain. What they cannot possibly declare is that she is also to be called wise, having themselves explicitly or implicitly said that she is not wise (in her present conduct - and what else can they be talking about here?) at 990-1 and 1015-16. The same charge of inconsistency naturally applies also to retaining the MS reading and rendering καθοπλίσασα = καταπολεμήσασα or the like.

What is needed is to emend 1087 in such a way as to introduce a negative along with καθοπλίσασα. This I have done, and have thus, I hope, restored the line. The meaning  now is that Electra has chosen her lot of mourning 'not having armed (or equipped) ignobility (so as) to win two prizes at once [ἑνὶ λόγῳ may mean simply 'on one account', i.e. ἅμα - but the phrases may also mean 'by one argument': cf. below], so as to be called once for all (= the force of the perfect κεκλῆσθαι) a daughter both wise and very good'. For the plural τὰ μὴ καλὰ = 'what is not good' (abstract) cf. 972 τὰ χρηστά, Eur. Hipp. 331 εκ τῶν γὰρ αισχρῶν εσθλὰ μηχανώμεθα. In saying this the Chorus of course are not denying that Electra is 'good'. Far from it! They are just about to say that she is supremely 'good' (1097). What they do deny is that she has tried to combine goodness with wisdom; they are saying that she has not tried to get the best of both of two possible worlds, by appearing both good and wise. For their judgement of course remains that she is imprudent. But they admire her for a lonely excellence, an ancient and unwordly adherence to heroic and aristocratic standards: put in modern terms, c'est magnifique, mais ce n'est pas la guerre'.

J.H. Kells. Electra - Cambridge Greek and Latin Classics. P183-184, comentário a 1077ssq. Cambridge University Press (1973).

ουδεὶς τῶν αγαθῶν ζῶν
κακῶς εύκλειαν αισχῦναι θέλει
νώνυμος, ω παῖ παῖ,
ὡς καὶ σὺ πάγκλαυτον αι-
ῶνα κοινὸν εἵλου,
τὸ μὴ καλ' ου καθοπλίσα-
σα δύο φέρειν εν ἑνὶ λόγῳ,
σοφά τ'αρίστα τε παῖς κεκλῆσθαι.
(Sophoclis Electra 1082-1087, edidit Kells (1973)


Fotograma da gravação da encenação da Elektra de Richard Strauss (1909)
com direcção de Karl Böhm e encenação de Götz Friedrich (1981)
e com Leonie Rysanek no papel de Elektra.
O libretto foi composto por Hoffmannsthal, que se inspirou principalmente em Sófocles.
Foi a primeira ópera que eu vi e ouvi .

segunda-feira, 17 de março de 2014

A repetição da antiguidade no pico da modernidade

The center of Strauss's reflection is the extraordinary nature of philosophical questioning, whose radicality he contrasted with the moderation required by political action. "The virtue of the philosopher's thought is a certain kind of mania, while the virtue of the philosopher's public speech is sophrosune." [...]

Philosophy necessarily begins with reflection on particulars that lead to awareness of the universal but are never wholly derivable from the universal. No instance of the philosophic life is strictly speaking repeatable, given that it is always a particular life, engaged with particular circumstances, in erotic quest for the universal. Löwith's formulation "repetition of antiquity at the peak of modernity"* spoke to Strauss since it brings forward the essential novelty of what seems to be only a recurrence of the same. The boldness of repetition involves the daring of unorthodox readings. "Who can dare to say that Plato's doctrine of ideas as he intimated it, or Aristotle's doctrine of the nous that does nothing but think itself and is essentially related to the eternal visible universe, is the true teaching?"

Richard Velkley. Heidegger, Strauss, and the Premises of Philosophy: On Original Forgetting. Chicago University Press (2011) P11&163


* Frase que Karl Löwith usa para se referir a Nietzsche.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

"Nos seus olhos vazios não se cruzam línguas": a propósito da cabecinha romana das ruínas de Milreu

 
Cabeça de Milreu, peça do mês, em Dezembro de 2013, no Museu Nacional de Arqueologia 




Cabecinha romana de Milreu

Esta cabeça evanescente e aguda,
tão doce no seu ar decapitado,
do Império portentoso nada tem:
Nos seus olhos vazios não se cruzam línguas,
na sua boca as legiões não marcham,
na curva do nariz não há os povos
que foram massacrados e traídos.
É uma doçura que contempla a vida,
sabendo como, se possível, deve
ao pensamento dar certa loucura,
perdendo um pouco, e por instantes só,
a firme frieza da razão tranquila.
É uma virtude sonhadora: o escravo
que a possuía às horas da tristeza
de haver um corpo, a penetrou jamais
além de onde atingia; e quanto ao esposo,
se acaso a fecundou, não pensou nunca
em desviar sobre si tão longo olhar.
Viveu, morreu, entre as colunas, homens,
prados e rios, sombras e colheitas,
e teatros e vindimas, como deusa.
Apenas o não era: o vasto império
que os deuses todos tornou seus, não tinha
um rosto para os deuses. E os humanos,
para que os deuses fossem, emprestavam
o próprio rosto que perdiam. Esta
cabeça evanescente resistiu:
nem deusa, nem mulher, apenas ciência
de que nada nos livra de nós mesmos.

Jorge de Sena, Quinze Poetas Portugueses do Século XX, Selecção de Gastão Cruz, Assírio & Alvim, Lisboa 2004

domingo, 23 de fevereiro de 2014

after all

fotograma de Vivre sa vie (1962), de Godard

τῷ μὲν θεῷ καλὰ πάντα καὶ ἀγαθὰ καὶ δίκαια, 
ἄνθρωποι δὲ ἃ μὲν ἄδικα ὑπειλήφασιν, ἃ δὲ δίκαια.

Para o deus, todas as coisas são belas e boas e justas; 
o ser humano é que toma umas por injustas, outras por justas.

Heraclito [B102 DK]

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Possessio Maris


Νῦν δ'ουδὲν διαφέρομεν τῶν εν πελάγει πλεόντων · καὶ γὰρ εκεῖνοι πλέουσι μέν αεί, τὸ δὲ πεπλευσμένον ουδὲν οικειότερον τοῦ απλεύστου καταλείπουσιν.

Xenofonte. A Educação de Ciro. VI.1.16. Tradução minha.

Não somos diferentes dos navegantes. Também eles não param nunca de navegar, mas não é por percorrerem o mar que se tornam donos dele.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Orfeu e Eurídice de Olga Roriz


Orfeu e Eurídice, espectáculo coreografado por Olga Roriz

A Companhia Nacional de Bailado encomendou à bailarina e coreógrafa um Orfeu e Eurídice para celebrar os trezentos anos do nascimento de Christoph Willibald Gluck, autor da partitura. No vídeo, mostra de um ensaio de palco.
O espectáculo vai estrear na próxima semana, dia 27 de Ferevereiro e estará em palco durante todo o mês de Março (para mais informações consultar a página da CNB aqui).


Entrevista a Olga Roriz sobre a sua nova criação, e 2ª Partes.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A Querela dos Antigos e dos Chineses

Chinese technology, both ancient and medieval, led to empirical discoveries and inventions many of which profoundly affected world history. It is quite clear that the Chinese could plan and carry out useful experiments for the further improvement of techniques, though again always interpreting them by theories of primitive type. It is quite clear that Chinese society, though less favourable to technological advance than post-Renaissance European society, was able to make much greater advances than the slave-owning city-state culture of the ancient Mediterranean region, or the civilisation of feudal Europe. Both these differences call for sociological comment. Who ever may trouble to read this book to the end will, I believe, be astonished at the richness and variety of the techniques which Europe adopted from China, generally with no appreciation of their origin, during the first fourteen centuries of our era. Francis Bacon wrote:
It is well to observe the force and virtue and consequences of discoveries. These are to be seen nowhere more conspicuously than in those three which were unknown to the ancients, and of which the origin, though recent, is obscure and inglorious; namely, printing, gunpowder, and the magnet. For these three have changed the whole face and state of things throughout the world, the first in literature, the second in warfare, the third in navigation; whence have followed innumerable changes ; insomuch that no empire, no sect, no star, seems to have exerted greater power and influence in human affairs than these mechanical discoveries.
During the following centuries, Europeans acquired a much greater knowledge of China than was available when Bacon wrote. But those who should have known better failed to give the acknowledgement that was due. Thus J. B. Bury in our own time, in his history of the Idea of Progress, when describing the Renaissance controversies between the supporters of the ' Ancients ' and those of the 'Moderns', shows that the latter were generally considered to have had the best of it, precisely because of the three great inventions which Bacon described. Yet nowhere in his book is there even a footnote pointing out that none of the three was of European origin.

Joseph Needham. Science and Civilisation in China Vol I. Cambridge at the University Press. (1954)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Filosofia Política Clássica vs Moderna XI


§

Λέγεις σύ, έφη, ῶ πάτερ, εις τὸ πειθομένους έχειν ουδὲν εῖναι ανυτικώτερον τοῦ φρονιμώτερον δοκεῖν εῖναι τῶν αρχομένων. Λέγω γὰρ οῦν, έφη. Καὶ πῶς δή τις άν, ῶ πάτερ, τοιαύτην δόξαν τάχιστα περὶ αὑτοῦ παραχέσθαι δύναιτο; Ουκ έστιν, έφη, ῶ παῖ, συντομωτέρα ὁδὸς περὶ ὧν ὰν βούλῃ δοκεῖν φρόνιμος εῖναι ὴ το γενέσθαι περὶ τούτων φρόνιμον.

Xenofonte. A Educação de Ciro I.6.22. Tradução minha.

«Meu pai, tu dizes que para garantir a obediência não há nada mais proveitoso do que parecer ser mais sensato do que os nossos subordinados.» «É isso mesmo.» «E, meu pai, qual é a maneira mais fácil de fazer com que os outros pensem isso de nós?» «Meu filho, não há maneira mais fácil de parecermos sensatos do que tornarmo-nos sensatos.»


§

A uno principe adunque non è necessario avere in fatto tutte le soprascritte qualità, ma è bene necessario parere di averle; anzi ardirò di dire questo: che, avendole e osservandole sempre, sono dannose, e, parendo di averle, sono utili; come parere piatoso, fedele, umano, intero, religioso, ed essere: ma stare in modo edificato con lo animo che, bisognando non essere, tu possa e sappia diventare il contrario.

Maquiavel. O Príncipe. Capítulo XVIII. Tradução minha.

De forma que um príncipe não tem de efectivamente de possuir todas as qualidades acima nomeadas, mas tem certamente de parecer tê-las; aliás, vou até mesmo dizer que se as possui e age sempre em conformidade com elas, são-lhe nocivas, enquanto que se parecer tê-las são-lhe úteis; tal como parecer piedoso, leal, humano, íntegro, religioso, e sê-lo; mas estar disposto para consigo mesmo a, se for necessário não o ser, seres capaz e saberes tornar-te no contrário.


Imagem: Guido Veronese, A Família de Dario diante de Alexandre 1565-1570 @ Londres, National Gallery

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Concurso de Contos de Inspiração Clássica


A Origem da Comédia promove este ano, pela primeira vez, um concurso de contos de inspiração clássica. Poderão participar alunos de secundário e universitários, em categorias distintas. O prémio é no valor de 250€ e o texto vencedor será publicado no renovado Boletim de Estudos Clássicos. O concurso está aberto de 1 de Março a 31 de Maio e os contos deverão ser enviados para oc_concursoconto@gmail.com.  Abaixo segue o Regulamento, com todos os pormenores. Pedimos a ajuda de todos os nossos leitores na divulgação do concurso e esperamos os vossos textos.

REGULAMENTO
CONCURSO DE CONTO DE INSPIRAÇÃO CLÁSSICA

O concurso de Conto de Inspiração Clássica é uma iniciativa desenvolvida pela Origem da Comédia, uma sub-secção afecta à Associação Portuguesa de Estudos Clássicos, que tem como objectivo fomentar a (re)leitura e a (re)escrita dos fundamentos clássicos da nossa cultura, revelar a presença desses paradigmas na nossa memória e no imaginário contemporâneos, reiterando a actualidade e perenidade deste legado da Antiguidade na Cultura Portuguesa.

1. Âmbito de Aplicação

Artigo 1 Podem concorrer todas as obras inéditas em língua portuguesa e no género literário do conto.
Artigo 2 Numa primeira categoria, poderão participar todos os estudantes universitários até ao 3o ciclo de doutoramento (inclusive), com limite de idade até 35 anos.
Artigo 3 Numa segunda categoria, poderão participar todos os estudantes do ensino secundário. 
Artigo 4 Podem concorrer membros sócios da Origem da Comédia, desde que não sejam elementos pertencentes à Direcção ou ao Secretariado do Concurso. 
Artigo 5 Podem participar estudantes de qualquer nacionalidade, se estiverem inscritos numa instituição portuguesa e desde que escrevam em Língua Portuguesa.

2. Inscrições e entrega dos trabalhos

Artigo 6 A inscrição é gratuita e o período para a submissão do Conto estará aberto de 1 de Março a 31 de Maio de 2014. 
Artigo 7 A inscrição deve ser feita para o Secretariado do Concurso via email (oc_concursoconto@gmail.com), através do envio da proposta juntamente com algumas informações pessoais tais como o nome completo, número de telefone, email pessoal, nome de Escola Secundária ou Universidade com respectivo comprovativo de matrícula e data de nascimento. 
Artigo 8 No caso do Conto vencedor, aquando a inscrição o participante autoriza automaticamente a Organização a publicar e a reproduzir o conteúdo, respeitando-se os direitos de autor.
Artigo 9 Durante o processo de selecção e seriação das propostas, os candidatos poderão solicitar informações junto do secretariado do concurso, não sendo permitido qualquer contacto com os elementos constituintes do júri. O não cumprimento deste critério é factor de desclassificação. 

3. Formato da composição do conto

Artigo 10 Cada participante só pode escrever um conto, que deverá ser inédito, original e em língua portuguesa. Qualquer situação de plágio remeterá à desclassificação.
Artigo 11 A redacção deve ser em Times New Roman, corpo 12, espaçamento 1,5, espaçamento de margens 2,5 em altura e largura, e deve ter até 9 páginas A4. O documento deve ser depois enviado em PDF. 
Artigo 12 O conto deve cumprir, pelo menos, um dos seguintes requisitos: ter como pano de fundo um mito greco-latino, seguir a estética literária de algum autor clássico ou fazer a evocação de alguma personagem ou episódio da Antiguidade.

4. Obras a premiar

Artigo 13 Serão seleccionados dois contos, em cada uma das categorias, com a atribuição dos respectivos prémios.
1º prémio: 250 euros, Livros de temas clássicos, Publicação do Conto no Boletim de Estudos Clássicos.
2ºprémio: Livros de temas clássicos, Publicação do Conto no Boletim de Estudos Clássicos,
Artigo 14 A Direcção informará os vencedores por telefone no final do mês de Julho e a premiação terá lugar no mês de Setembro. 
Artigo 15 Está previsto a não atribuição de prémio se o jurí considerar que nenhum proposta cumpre os critérios de qualidade literária. 

5. Composição do Júri

Artigo 16 O Júri do concurso será composto por Frederico Lourenço, por Mário Cláudio, Paula Barata Dias (Presidente da Associação Portuguesa de Estudos Clássicos) e Ana Isabel Martins (membro da Direcção da Origem da Comédia).
Artigo 17 Tudo quanto possa suscitar dúvidas coloca-se ao critério do Júri.