quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Há um fragmento de um antigo poema grego/ que tem um erro de aritmética.


A Enfermaria, blogue amigo, com gente da casa, que vivamente recomendamos, publicou há dias uma tradução, por João Moita, de um belíssimo poema de Anne Carson, poetisa canadiana, de formação em clássicas, que já aqui, noutras ocasiões, partilhámos. Venham ler:

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Um Calendário de Advento Diferente


As Belles Lettres, editora responsável por uma das mais importantes séries bilingues de clássicos greco-romanos, propõe um calendário de advento um pouco diferente dos habituais, com trechos de autores clássicos e sugestões de leitura. Todos os dias se abre uma nova janelinha: espreitem.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Eros, Violence, Narrative and the Roman Novel

(informação recebida pela Origem da Comédia)












Coimbra, 6 de Dezembro de 2013 
Sala do Instituto de Estudos Clássicos da Universidade de Coimbra

9.45: abertura
10h: José Luís Brandão: “Romancing violence in Suetonius” (Coimbra - CECH)
11h: Costas Panayotakis: “Pain and pleasure in the life of Encolpius” (University of Glasgow)
12h: Delfim Leão: “Typology of violence in Petronius” (Coimbra - CECH)

Intervalo para almoço

14.30: Gabriella Moretti: “Curiositas e romanzo: Meroe, Aristomene e il nome di Socrate” (Università degli Studi di Trento)
15.30: Cláudia Teixeira: “Violence in Apuleius’ Metamorphoses” (Évora - CECH)
16.30: Stelios Panayotakis: “Family violence in the story of Apollonius, king of Tyre” (University of Crete)

Classica Digitalia - Novidades Editoriais

(informação recebida pela Origem da Comédia)

Os Classica Digitalia – braço editorial do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da UC – têm o gosto de anunciar 1 nova publicação, de parceria com a Imprensa da Universidade de Coimbra. Todos os volumes dos Classica Digitalia são editados em formato tradicional de papel e também na biblioteca digital. OeBook correspondente encontra-se disponível em acesso livre. O preço indicado diz respeito ao volume impresso.

NOVIDADE EDITORAL

Série “Humanitas – Supplementum” [Estudos]
- Joaquim J. S. Pinheiro, Tempo e espaço da paideia nas Vidas de Plutarco (Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, Classica Digitalia, 2013). 458 p.
Hiperligação: https://bdigital.sib.uc.pt/jspui/handle/123456789/158
PVP: 28 € / Estudantes: 22 €

domingo, 1 de dezembro de 2013

A Literatura Clássica ou os Clássicos na Literatura II

(informação recebida pela Origem da Comédia)

II COLÓQUIO INTERNACIONAL
A Literatura Clássica ou os Clássicos na Literatura:
uma (re)visão da literatura portuguesa das origens à contemporaneidade

4-6 de Dezembro de 2013
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa


Consulte o programa AQUI.

Mais informações e inscrições:
no Secretariado do Centro de Estudos Clássicos
ou por email para literaturaclassica@fl.ul.pt

sábado, 30 de novembro de 2013

Filohelenismo en 'Fuegos' de Marguerite Yourcenar

(informação recebida pela Origem da Comédia)















Convido-o a assistir à conferência do Professor Ramiro González Delgado, “Filohelenismo en Fuegos de Marguerite Yourcenar”, docente da Universidad de Extremadura, a ter lugar na Sala de Vídeo da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no dia 2 de Dezembro (segunda-feira), às 11h30m.



A entrada é livre e sujeita à lotação da sala.

Um Espinho no Pé


Estátua Greco-Romana do Menino que tira um espinho do pé. @ Roma, Museus Capitolinos.


Nina Leen, fotografia para a revista Life, 1949.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Platão Sobre a Dívida


...nem [se há-de] emprestar dinheiro a juros, sendo inclusive lícito nada restituir ao credor, nem o juro [à letra, em grego: o filho] nem o montante emprestado.

...μηδὲ δανείζειν ἐπὶ τόκῳ, ὡς ἐξὸν μὴ ἀποδιδόναι τὸ παράπαν τῷ δανεισαμένῳ μήτε τόκον μήτε κεφάλαιον·

Platão, Leis 5.742c4-6

domingo, 17 de novembro de 2013

CCB - Ciclo Grandes Clássicos da Antiguidade Greco-Latina

Integram este ciclo os grandes clássicos da antiguidade greco-latina, Homero, trágicos, Virgílio, Horácio e Ovídio. Em grande parte, estes modelam a linguagem dos grandes poetas das várias línguas da Europa, reinventando-os em novo tempo.
Mais informação (datas etc) no site.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Dar Nomes Às Coisas (Sobre o sarcófago romano em Inglaterra)

Nos últimos dias uma situação que tem agitado o meio classicista online tem sido a descoberta dum sarcófago duma criança romana em Inglaterra. Evidentemente todos nós sabemos que alguém que tenha morrido na semana passada merece um enterro, enquanto que alguém que tenha morrido há mais de 100 anos merece uma vitrine. O desrespeito para com os mortos na museologia contemporânea é gritante, desde as múmias do British Museum, à lava de Pompeia, passando pelos corpos ressequidos na Igreja do Carmo em Lisboa.

Assim, quando li que havia o plano pela Arqueologia de Warwick de dar um nome à criança recentemente exumada «como sinal de respeito», confesso que fiquei feliz. Melhor teria sido não a exumar sequer, mas, visto que o iam fazer, ao menos restituir-lhe aquele grau de humanidade que tantas vezes é negado à grande legião de seres humanos classificados com tiras numéricas e enfiados em sacos de plástico pelas caves de arquivos desse mundo fora.

Esperançoso não fiquei porém por tempo a mais, pois ao ver a lista proposta e a partir da qual será escolhido nome não consegui evitar sentir um nojo imenso. As propostas são as seguintes: 

Oriens (nascente, como o sol)
Loquor (falo, declaro)
Aperio (abro, revelo)
Addo (inspiro, adiciono)
Accendo (ilumino, acendo)
Parvulus (criança, bebé)

O que todas estas palavras têm em comum é que nenhuma delas é um nome próprio. O que quase todas partilham é serem verbos. Não podemos culpar os responsáveis pela elaboração da lista de terem falhas em Latim, pois esta não é de maneira nenhuma uma questão de língua, é antes uma questão de como nos queremos aproximar do passado. Uma criança romana jamais teria um nome deste género, e o facto de o nome mais sensato da lista seja o desumano "Criança" [Puerulus] diz muito do tom. Que insulto não julgaríamos nós estar a ser cometido contra a singularidade de um bebé que fosse chamado apenas "Bebé", sem outro nome que essa descrição?

E apesar disso esse é muito melhor que todas as alternativas, que partilham todas elas dum egocentrismo cronológico sem limites. Queriam honrar a criança, prestar-lhe ritos fúnebres, mas o que fazem? Escolhem palavras que dizem respeito ao (suposto) efeito que a descoberta do cadáver está para ter no nosso tempo: aquele que fala, assumimos nós que do passado, aquele que revela, talvez os segredos da Antiguidade, aquele que ilumina acende e se manifesta aos pobres visitantes de museus do século XXI como aquele que declara aquilo que eles querem ouvir.

Que é tudo menos ouvir o passado tal como ele foi, tudo menos respeitá-lo: uma criança romana chamar-se-ia Marcus, talvez. Ou Postuma. Ou Decimus. Ou Publia. Jamais saberemos, mas escolher um nome romano, talvez um nome específico da Britânia romanizada, seria sim um acto de respeito. Ao passo que as escolhas possíveis, sob a fachada de respeitar esta criança, mais não fazem estão que a humilhá-la e a desumanizá-la ainda mais do que o perturbar da sepultura já fizera. Não são nomes de respeito mas sim de turismo, de turismo perverso porque ilustrado pela teleologia asséptica deste género podre de museologia.


Requiescas in pace.